Serenata à chuva.

E, supostamente há um lugar onde se possa parar à chuva e conseguir agumas boas frases para desencadear a razão do momento. E talvez, nesse mesmo lugar à chuva, se possa perguntar se tudo sabemos já sobre o tempo, sobre o ritmo dos invernos e sobre o que surpreende assim que este mesmo tempo aqueça e a natureza rebente.
Ter um corpo à chuva é uma simetria que se equaciona com os Deuses, sobretudo no domínio do desejo, do pensamento e só muito depois do gesto.
Antiquado e vivendo desajustado com os tempos, sempre que esta simetria se me proporciona, não resisto a chamar para o lugar a expressão desaparecida da «serenata à chuva» e a época em que falar de amor era uma coisa bem diferente.


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