Flor despida.

Pintura de Diego Rivera
Despe-te. Acontece o mesmo às flores em dias de brisa, em dias de chuva. Pronuncia assim o corpo e que apenas a luz e o tempo te possam tocar a pele assim que desabroches.
Despe-te, para que entardeça sobre as palavras rumorejadas e o lume possa soltar-se como se soltam as promessas de teres um corpo de flor despida e eu uma face de chuva sentida.


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