A Praça.


A questão é não adiar a vida. Limparemos a insignificância, perguntaremos pelo que importa e pelos que ficam para sempre. Se compararmos os corações, entenderemos que é muito fácil seguir, quando na encruzilhada apenas se pergunta se aqui estaremos amanhã, se manteremos o amor pelas coisas simples e duradouras, se manteremos o abraço e o sorriso. 
A questão é não adiar a vida. Olhar a praça e perceber os lugares todos que ocupámos, a criança que por ali foi crescendo, o indignado jovem, o adulto de miragens múltiplas. Olhar a praça e perguntar-lhe se é aí o nosso lugar futuro. Olhar a praça e dizer-lhe: mesmo que seja para partir, partirei sempre daqui. E isso é tudo. E isso é a vida inteira.

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