A missão.

(Pintura de Cesar Taíbo - série Bustos)
Aprender que a missão é um pacto entre o eu e o outro. Um indissociável pacto, pois sem uma das partes a missão é só um sentimento. Talvez não seja pouco, mas estará sempre aquém. A consciência do eu e do outro primeiramente para se lhe seguir a consciência do eu no outro e vice-versa é uma profunda marca da existência, talvez a única verdadeira, talvez a única perdurável, talvez a única existente.
Aprender que a missão é um exercício de criatividade livre. Inventar e inventarmo-nos na missão é um arrojo, mas é também a melhor forma de garantir um horizonte livre e inteiro. Um humano que se não desafia, seja no que for,  é uma antecâmara da morte. E para morrer, basta que inevitavelmente nos morra a matéria.
Aprender com a missão que ela mesma nos faz o mais esplendoroso milagre da criação e por isso é pura, e por ser pura nos liberta e por sermos livres só acabamos nos sonhos realizados que nos catapultam para a incompletude do mundo, essa sim a mais bela paisagem.

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