Mudanças.



foto de Yann Orhan
Os equilíbrios da mente são um fundamento. Quando se agarra o motivo pelo qual se pretende mudar a vida deve fazer-se uma espécie de exorcismo sobre o que ensombra, sobre o que sobra e sobre o que se não justifica.
Começam, então, longas conversas interiores de que sairão dias novos, rebentamentos equiparáveis aos dos mares em dias tempestivos, mas também flores, luminosidades, velhas árvores, sonoridades distantes, rumores próximos e quentes.
Começa então a magnífica visão daquilo que em linguagem clássica significa a mudança: o teu retrato, porventura bíblico, do inferno, do purgatório, mas milagrosamente também do paraíso!

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