A morte.

Soa a coisa distante. E isso é uma ferida demasiado aberta. Soa a uma forma estranhíssima de enunciar o nunca mais do mundo. E isso é uma forma injusta de se ser deste mundo. Mas a verdade é que há um número infinito de coisas finitas e um outro tanto de falta de jeito para saber como viver com o que já não vive.
Muitas vezes, nem sequer se espera que coisa alguma surja. Muitas vezes, é como se tivéssemos rendido o que nunca se imaginou poder render-se. Muitas vezes, parece que é o mundo que acabou por ser este tão fundamente diferente daquele que se foi construindo.
Soa a que, na realidade, não há nada que seja mais complexo do que dizer adeus, sem que também nos deixemos morrer.


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