O prodígioso surgimento da simplicidade.

A tia Alice deixou-nos, faz hoje dois anos.Há um ano ainda guardava a última taça de marmelada que ela confeccionou e me ofereceu.
E então, parece que não somos daqui. Que não seremos daqui nunca mais. É assim porque um de nós morreu. E quando isso acontece é tudo tão injustamente novo, é tudo tão prodigioso que chega a ser preverso olhar para tanta coisa simples e julgá-la desmesuradamente especial. Ou será que tudo sempre foi prodigioso na exacta medida em que todos seremos finitos alguma vez?


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