Estados do tempo.


Quando chegar a vez de escutar as folhas e, do seu lento tombar, se perceber o ritmo das coisas e das emoções; Quando chegar a desfiguração de todas as faces que construíram o lado deplorável da condição de estar vivo; Quando chegarem as estações e só o seu rumor trouxer o que é perto e, a pouco e pouco, se levantarem a distância e o desconhecimento e isso for só de si o alimento;

Quando essa vez chegar, estarei com a tua face sobre o meu peito e deixarei que em cada momento que ainda possa vir, seja o que não fomos a trazer todas as folhas que no mundo hão-de ficar e todos os ventos. E que nas faces seja tudo o que não vimos a inventar o espanto e a seguir.

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