Notícias do frio.

No centro do frio, se erguem os primeiros olhares sobre o mundo. A manhã está cinzenta, mas nem por isso a alma se lhe assemelha. Há uma vontade de progredir em determinadas direcções que acabam por aquecer as convicções e renovar as forças.
Aos poucos e poucos há um mundo que emerge, com novos desafios e com novos rostos. Traz com ele novas soluções para velhos problemas. E a questão não é estritamente o de pôr fim eterna e definitivamente aos problemas, é deles fazer uma análise onde de uma fraqueza se encontre uma oportunidade e de uma ameaça se possa encontrar uma esperança para o aparecimento de realidades que nos levam para o avanço civilizacional que tão bem liberta o espírito.
Tenho andado um pouco por todo país e, nesse encontro com uma geração de cidadãos que se apresenta sem vícios e preconceitos de outras eras, tenho encontrado grandes sinais de participação cívica, de grandeza perante as causas, de luta sem tréguas face às discriminações sejam de que natureza forem.
No centro do frio, tenho encontrado o calor para continuar e ser do mundo com a força com que se é do amor.


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