A festa do tempo.


De ou outro jeito, teriam de vir segredar-te a memória da festa. De um ou outro vento, teriam de perguntar-te por que razões foste perdendo a felicidade. E se nada souberes responder, basta que fixes o horizonte e consigas aí descansar a tua expressão mais serena e mais pacífica. Basta que à adversidade tenhas respondido com a esperança e com um grandioso desconhecimento do que é essa linha imaginária do tempo, do que significa estar em festa, do que poderá signifcar o à beira do fim, ou o tão gasto recomeço.

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