Sábado de S. Martinho em Amarante


Fomos à terra de Pascoaes e de Amadeo abrir a Feira do Livro do Externato de Vila Meã. Autores convidados: além de mim, a Juliana Miranda e o Carlos Vaz. Dissemos sobre os livros o que a eles nos prende e o que sentimos, a única maneira de não afugentar as pessoas e de trazer mais gente para o lado de dentro da literatura. Estivemos bem, como em casa, mais uma vez, num gesto de equipa que nos torna a todos muito próximos e a comungar de uma ideia de que só valem as coisas genuínas. Nada se força nesta editora. E assim está bem. E assim deve continuar.
A seguir, fomos ao atelier do Julio Cunha. A obra do Julio é muito povoada. Apetece escrever contos sobre cada quadro. São quadros onde temos muito por onde nos demorar e outro tanto para sermos outros e para deixarmos sobre o olhar lançado uma inapagável marca sobre o momento.
Depois provámos vinhos e comemos até quase de madrugada como o não fazia há muito tempo, numa casa povoada de arte e de gente que ainda cultiva o prazer de uma boa conversa, perto de uma lareira e à boca do coração.

Comentários

Anónimo disse…
"Palavras para quê?" Apenas uma poderá estar ao nível dos trabalhos elaborados por toda a equipe da labirinto "PARABÊNS" porque a "LABIRINTO É MESMO UMA MÁQUINA", unica e especial! Parabêns à Editora Labirinto e ao escritor que sem dúvida alguma merece aplausos.
Continuem, porque em projectos como o vosso, sim, vale apena investir.
Júlio disse…
Não sei! Na realidade a poesia, a pintura, ARTE, geram-se no seio do seu tempo, num tempo pesaroso, infinitamente pesaroso, no qual os amigos têm um espaço muito próximo! Vale a pena acreditar...
Anónimo disse…
Nesta vida que sao so dois dias como se dizia no passado nao existe nao ha maior arte que aquela que resulta do convivio de uma mesa de pessoas simples onde as coisas sao simples e as conversas simples sao contudo e no tempo que se pode ler onde a simplicidade e genuina obrigado pela vossa simplicidade
Anónimo disse…
Há dias,horas,minutos que sendo compostos por segundos, ficam no tempo da dimensão dos sentidos. Não é todos os dias que temos o previlégio de encontrar as pessoas certas, no sitio certo,na mesa certa,com a comida certa, com o Vinho...uma tertulia de luxo.São momentos como estes que me fazem agradecer a Deus,todos os dias, a alegria de viver.

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