Tu és uma árvore.

De regresso ao frio, assumo que, se vieres, hás-de ser uma árvore e do teu corpo infinito hão-de levantar-se a tarde, as chuvas, as memórias do amor e as certezas do que é corrente ao dia.
Assumo que, quando vieres, hás-de ser árvore e eu o seu delicado golpe de vento e de geada, desenhando juntos a face imperdível do Inverno que havemos de oferecer às mais íntimas e duráveis manhãs do mundo.


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