Quietude.


Desprendo a tarde de outono. A cidade é um lugar fóssil. Mora no meu coração. Parto como se abandonasse tudo, como se quase tudo desconhecesse. Não consigo ler nos passos existência alguma. Silencio, gesto a gesto, a expressão do dia. Fico quieto. Sobre os meus olhos descansa ou adormece a parte de passado que amanhecerá no que ainda não sei, mas que serei capaz de amar, como se ama fossilmente.

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