De volta à felicidade.

Pelas frestas deste tempo invernoso, registo o aprazível caminhar pelas ruas, agasalhado até mais não poder, tendo, finalmente, tempo para olhar as pessoas e nelas referenciar esta nossa era.
Quando nos exilamos na distância dos nossos afazeres e, posteriormente, regressamos, é com alguma surpresa que encaramos o mundo, espantando-nos um pouco com o que entretanto foi mudando.
A distância provoca o espanto e, feliz e normalmente, o espanto provoca a alegria. As ruas das cidades continuam a ser a primeira porta para regressar à felicidade, pela sua diversidade, pela sua memória, pela narrativa tão infinita que sempre me dá a noção daquela que é, efectivamente, a minha única riqueza, a par com as melhores emoções: o contacto íntimo com a arte.


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