O importante e o relativo.

Quando se assume que o mais importante é que sejamos dignos daquilo que a vida nos traz, vindo de tempos que ainda não eram os nossos; quando do dia registamos a sua luz e a grandeza das cores que são irrepetíveis e que, com o nosso olhar, são também as cores que ficam do mundo; quando à distância das mãos temos todo o mar e toda a terra, todas as árvores e as estações que sempre partem para depois voltar, talvez consigamos perceber muito de perto que o caminho é aquilo que cosntruímos e que nem o tempo conseguirá destruir, pelo facto tão simples e tão grande que é a evidência de que o tempo só existe efectivamente enquanto alguém nos mantém vivos, ainda que na memória, daí em diante mais nenhum tempo existe, nem nada terá corpo.


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