Balancear.

Um porto. Uma tempestade. Um balancear imperceptível de desconhecidíssimo oceano, tão desconhecido quanto amado. Um balancear com mil léguas e mil tempos.
- Já fui pequeno alguma vez.
pensou o homem em frente ao mar.
Um porto. Uma tempestade. Um homem que baleanceia como as ondas e que chora em frente ao oceano por ter perdido a criança que fora e por estar sempre a encontrá-la no que não tem resposta, no que lhe parece infinito, como lhe disseram sempre que era inifnito o horizonte e o amor.


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