Contornos.


O que fazer aos contornos deste abismo de encontros com o que é longínquo e perto, morto e revivido, partido e nunca desmarrado?
O que fazer com esta parte humana de nós que morde de sofreguidão a finitude e renega o seu mais doloroso silêncio e a sua mais que provável entrega ao esquecimento do mundo?
O que fazer a esta condição humana de erguer sonhos como se fossem flores, tão breves e tão frágeis, mas tão mágicos e tão puros que nos enfeitiça a hora e larga no olhar a aparente eternidade que têm todas as dúvidas?

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