Dia da Europa


Hoje é o dia de Europa. Uma parte da minha vida ocupei-a a trabalhar ativamente no projeto europeu. Dirigi em Portugal a Agência Nacional do Programa Juventude em Acção e, ao longo de cinco anos, não tive mãos a medir para defender as posições de Portugal no seio da União Europeia em matéria de políticas de Juventude, assim como, no nosso país, do continente às ilhas, a defender os valores fundadores da União em matéria de Direitos Humanos e de participação política dos cidadãos. 

Foram anos extraordinários com gente extraordinária que comigo fez equipa e, juntos, fizemos valer a posição de Portugal, dando mais meios e mais oportunidades de internacionalização ao nosso movimento associativo. 

Se nos inícios do milénio já considerava este desafio importante, nos dias que correm considero-o muito mais. Nunca, como hoje, foi tão preciso salvar este projeto da Europa das Nações, um território de paz e que apesar de todas as suas fraquezas e de todas as suas contradições, é um espaço de Liberdade e pela Liberdade. 

Juntos avançamos enquanto civilização e, numa matriz de diálogo e de negociação permanentes, conseguimos dar importantes passos para o bem-estar das nossas populações. 

Em breve teremos eleições para o Parlamento Europeu. É importante que os portugueses façam a sua parte e escolham os seus representantes. Poderá estar em causa tudo o que foi construído ao longo de décadas se quem vencer estas eleições no espaço Europeu forem aqueles que são contrários aos ideais fundadores de uma Europa unida, em paz e na observância rigorosa dos Direitos Humanos. 

Sabemos que há uma escalada de extremistas e populistas que não são só contra a Europa como são, acima de tudo, contra os avanços conseguidos em matéria de qualidade da nossa democracia e dos nossos direitos enquanto cidadãos . Daí que os democratas e humanistas, de esquerda, do centro ou de direita, não se possam abster neste acto eleitoral pois a luta está mais dura do nunca e não podem ser aqueles que se não revêm no projeto europeu a ganhar protagonismo no debate daquilo que  nos é fundamental e a decidir o nosso futuro comum.

A União Europeia tem um preço, não é um modelo acabado e perfeito, mas tem de continuar a ser um símbolo da Liberdade, da Democracia, da afirmação dos povos e dos Direitos fundamentais dos seus cidadãos.

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