Dois poemas em Ghent
1)
À volta do canal, a arquitectura da tarde.
A luz a pousar nas arestas da face.
A absoluta necessidade de apanhar um barco
para o coração que já tive.
2)
Desenhava geometricamente a busca.
As suas linhas eram uma história,
uma caligrafia sem frases, solta
nos códigos mais íntimos da distância
e da alegria que já fora sua.



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