O processo.
Do centro das preocupações fica a esperança, encarregada de rasgar alguma quietude e alguma luz. Os dias deste novíssimo século têm deixado demasiados lugares vazios no aperfeiçoamento do espírito humano. Mas, o que será isso de espírito e de aperfeiçoamento? O espírito há-de ser sinónimo de vontade e de marca, de gesto e percurso, de palavra e rasto. O aperfeiçoamento há-se ser, por seu turno, a consequência partilhada e sentida, a sombra do passo dado sobre o coração alheio, tomado no instante da alegria e da liberdade.
O desafio que nos motivará a bater à desconhecida porta do futuro, com seus personagens, só na aparência conhecidos e explicados, com seus fantasmas, encobertos uns e subliminares outros, residirá no belíssimo e arrojado confronto de termos, seja em que medida for, acrescentado liberdade ao nosso tempo.
A liberdade não é senão o acto de acrescentar pactos com o outro, através dos quais a felicidade que proporcionam, a qualidade que assumem e a justiça que propagam estarão na base de um tempo maior e próximo, a que outros, por nós, se referirão como processo civilizacional.


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