O caril da tia Yvette

Do espaço encontrado no turbilhão do dia, roubei à memória o primeiro sabor do caril da tia Yvette, provado há cerca de vinte anos, na companhia da avó Judite, mulher única e de incontável grandeza, bem como do tio Victor, que tem tanto de humano quanto de erudito.
O primeiro sabor do caril, com a mágica mistura da amizade e da grandeza de alma. Pergunto-me: quantas pessoas terão memórias assim para o almoço de hoje? Quanta gente saberá deste mistério que alimenta a alma e enobrece o dia? É esta a riqueza da memória, é este o cais tranquilo do amor.


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