OS CONTOS
Abrir a janela do tempo para as tardes de verão
e procurar no interior da alegria
a serenidade da alegria.
Desencontrar o medo
e o desconhecimento do que vai sem volta,
sabendo a falsidade de se poder ser perene
fora do coração.
Há uma criança fossilizada na voz da avó
a ouvir contos no banco de jardim ao lanche
e a ter aí a oportunidade de saber
o quanto uma história nos pode contar a vida inteira.



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