CENTENÁRIO DE ALEXANDRE O' NEILL
Passam 100 anos do dia em que nasceu Alexandre O’Neill. Poeta singular com estilo inimitável. Acompanham-me muitos dos seus versos. Versos sobre o país que somos e o país que queremos, sobre a finitude e sobre o rosto das nossas tantas mortes e da de tantos outros que continuam a ser a nossa própria vida.
Que dia magnífico para celebrar e agradecer! Quando nasce um poeta assim, nasce-nos o mundo.Quando fiz o meu primeiro programa de rádio, chamava-se «Realejo», uma das primeiras canções que coloquei no ar, estava no vinil de Carlos do Carmo e tinha um poema de O’Neill que me será eterno. O tema é «Gaivota» e num dos seus versos mora uma das mais belas definições do amor: «(…)Que perfeito coração/ No meu peito bateria/ Meu amor na tua mão/ Nessa mão onde cabia/ Perfeito o meu coração.(…)».
Que as palavras de Alexandre O’Neill nos permaneçam!



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