Entre Kiev e Moscovo
Para o Diogo Leão
Talvez a humanidade seja uma palavra.
Apenas uma palavra, solitária e sem infinitos.
Mas eu recuso-me
nessa palavra assim.
Pelas mesmas razões
que a vida não poderá ser,
alguma vez, uma palavra.
Uma única palavra, solitária e sem infinitos.
Há um clamor que ainda se escuta
e que não parte nem abandona.
Chama-se vida ou humano laço,
a sair-te da boca a cada respiro
como se fosse abraço.



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