Dia de todos os Santos
Subo as escadas de sempre.
Tantas foram as despedidas
que ali se teceram em vagarosos passos
na ignorância dos dias próximos.
Tantos que ali deixámos,
trazendo-os de volta
na rude presença de não estarem
na forma habitual de um amor
com forma tátil.
Mas há uma pergunta salvadora
que é válida para todos os nossos infinitos:
- Como se sobrevive à tangibilidade
das emoções?
A resposta tem uma libertadora revelação:
- Com tudo o que mais importou
e que tinha no tempo e na forma tátil
apenas uma forma de expressão.
Tudo mais não é deste mundo
nem tem nele medida ou limitação.



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