O mundo dos outros.

Poderia deixar-te uma mão, ou só um gesto. A infância onde escondes o mundo. E se um dia morreres, talvez ninguém saiba. Talvez ninguém diga.
Poderia deixar-te nessa vertigem onde desvarias as palavras e o olhar, apenas para que nunca morra no teu pequeno peito o universo que te deram e sobre o qual jamais coube o entendimento, não o teu, mas o de uns outros que não sentes.
Nesses, perguntas pelo tamanho do mundo e, nessa inocência, repetidamente vais criando o vazio e o seu inerente sofrimento.


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