Desejos.

Ao abrir o ano de 2008, proporcionei a mim mesmo um primeiro tête-à-tête com o aristocrático cão que tenho no sofá da sala, bordado numa almofada belga.
Enquanto reparava no seu ar decidido e fundado, desejei um ano assim, com a serenidade e a segurança sufucientes para os dias, sendo estas elementos essenciais à felicidade.
Um ano de cão seria desta forma, ao contrário do que é habitual, um ano feliz.Daí que o primeiro desafio seja mesmo o de construir essa possibilidade nos primeiros dias de 2008.
Avançando pelo tempo, que seja essa a bagagem que me acompanha e acompanha os que me rodeiam, deixando espaço para o mundo e para a novidade, sem a qual desanimo e acredito menos, dois pecados capitais na minha hierarquia de maldades.
Avançando pelo tempo, que os dias tragam passado e tudo se compreenda e assim se consiga sorrir e sentir a alegre tristeza que também traz a saudade.


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