Dois poemas sobre o Tempo
1
Na tua mala
guarda todos os teus monstros.
Não para deles te vingares,
mas para saberes
o quanto é perfeita a imagem do Tempo,
de cada vez que recordares a tua face,
guardando-os.
Guarda-os
porque deles se abismou o amor
todas as vezes.
2
Quando tínhamos as roseiras,
havia um pássaro doce que suave
e secretamente nos invadia as manhãs
com esse aroma.
Maio transbordava um para sempre
sobre o nosso corpo tão jovem
e nele agarrava a mais sábia das visões:
o Tempo a passar com a evidência
dos aromas,
Tudo o que aprendemos é um perfume.
Na tua mala
guarda todos os teus monstros.
Não para deles te vingares,
mas para saberes
o quanto é perfeita a imagem do Tempo,
de cada vez que recordares a tua face,
guardando-os.
Guarda-os
porque deles se abismou o amor
todas as vezes.
2
Quando tínhamos as roseiras,
havia um pássaro doce que suave
e secretamente nos invadia as manhãs
com esse aroma.
Maio transbordava um para sempre
sobre o nosso corpo tão jovem
e nele agarrava a mais sábia das visões:
o Tempo a passar com a evidência
dos aromas,
Tudo o que aprendemos é um perfume.



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