Poemas da cidade - 7

1- Uma cidade a abrir-se no corpo adormecido. Uma imagem atirada ao ruborizar do tempo. Um corpo, uma ave a atravessar a boca do sonho, beijando lenta e ferozmente a centelha dos dias.
2 - O odor era quase tudo; uma longa história sem fim à vista, uma palavra atrás de outra, uma espécie de pacto sobre o sangue do amor. O odor a espalhar-se sobre a pele do infindado corpo do olhar. A arrastar-se, só a distante terra do que faltou às mãos e justificou sempre o corção.
26 de Agosto de 2007, a caminho de Frankfurt.


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