A pessoa e a cidade.

E de passagem em passagem, tudo parece um estreito marítimo por descobrir, um cabo para virar ao sabor da tormenta.
O dia, com o peso do incómodo que é sentir, trasnfigurou-se numa estrada conhecida, da qual se não consegue sair por saber que é aí que reside a felicidade, com todos os perigos que a felicidade sempre comporta.
Uma estrada, com o mar ao fundo e uma paisagem de gente e de lugares que se conhecem, aparentando uma cidade. Isso mesmo, uma pessoa como se fosse uma cidade povoada aqui e ali de surpresa e de medo, de alegrias e desenganos.
Uma pessoa como uma cidade sem vista para outras, condenado a ser da cidade a sua própria miragem, condenado a reiventar na cidade as cidades todas que se não vêem.

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