VOLTAREMOS ÀS TRINCHEIRAS.


Em 1925, o meu tio avô, Lino Martins, morava na 16ª Avenida, em Nova Iorque. Foi um cidadão mais à procura do sonho americano.
Acabou por ficar nos EUA até perder todas as suas poupanças, presenciando um dos momentos mais difíceis da história económica dos Estados Unidos.
Nos anos da grande depressão, o Tio Lino emigrou para o Brasil, onde morava a sua irmã e sobrinho, tendo regressado a Portugal em 1956.
100 anos após este episódio assisto, desde Fafe, à tomada de posse de Donald Trump. A sua vitória eleitoral foi conseguida com base na mentira, no insulto e numa espécie moderna de suborno eleitoral.
Chegamos a uma nova grande depressão: a da falta de ética republicana, da ausência de clareza da democracia e de tudo o que não queremos para o mundo.
Trump não será, como já no passado deu provas, um bom Presidente. Por muito bem que lhe corra a vida política, não se livrará de nos ouvir dizer: foi batota.
A civilização não pode ceder a políticos assim, pois trazem consigo o pior que a história nos revelou e que a democracia e os seus resistentes souberam travar.
Estaremos de novo nas trincheiras. Estaremos onde for preciso porque a liberdade associada ao respeito não tem preço e é isso que qualquer sociedade e qualquer povo merece de quem os representa, como base de todo e qualquer crescimento.

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