Machico
à Landa
Começar o dia em Machico. Já lá não ía há seis anos. Olhar o mar e a serra. Sentir a ilha. Aprender a navegar com os olhos para o mais longínquo porto que ainda trago no peito. Sentir essa viagem a começar dali e a não ter tempo, nem lugar. Apenas a noção de haver um cais, um porto, onde envelheceremos juntos a sorrir sobre as coisas que nunca nos hão-de passar, apesar de muito velhas.O amor é um barco. E o oceano e a terra são o que não acabámos de dizer. E a vida, a vida não é muito mais do que aquilo que vamos dizendo sobre esse porto enquando entardece.



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