Santiago

para o Santiago que nasceu em Maio, para a minha amiga Margarida e para o avô Manuel Carneiro que pela mão lhe ensinará a liberdade.
Ainda de Maio, onde se escutam no sangue
as lições dos dias em revolução pelo mundo.
Ainda de Maio, onde esse som não é de guerra
mas de perigoso anúncio do amor.
Ainda de Maio, Santiago,
da magia aqui tão perto
ou das ruas muito livres.
Ainda deste Maio, Santiago,
que a luz te não falte quando o olhar lançares
sobre o murmúrio que te der a liberdade,
essas pedras que te erguerão a casa,
na hora luminosa e limpa,
onde da memória descobrirás a asa.


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