Praga



Daqui a pouco, partirei para Praga. E levo no peito uma série de textos que gostaria de escrever por lá, mas, acima de tudo, levo comigo um acerto de contas com o coração adolescente, onde tudo fazia sentido nas incursões de Kundera e no assombro entre a ideologia e o resto da vida.
Vou para Praga com essa vontade de me encontrar com o adolescente que fui e de me espantar com isso, saboreando de algum modo esta qualquer coisa mágica que tem o tempo.
Daqui a pouco, lidarei com esse adolescente em pulgas, cheio de causas e de coisas desmedidas de razão, o que ainda conservo e que ainda me pede contas para as coisas que se medem.
Estarei em Praga, a deixar que entre a ideologia e o passado, como entra na nossa vida uma travessura ou um enormíssimo amor.

Comentários

oxalá consigas encontrar-te(s)... eu estou à espera de o fazer um dia: algures entre Florença e Pompeia.
tchi disse…
Travessias do dentro ao dentro...

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