Retornar a Chagall
Quando o tempo arrefece, retomo a pintura de Chagall. Foi assim esta tarde, a saudar aos poucos o outono que vai entrando. A pintura de Chagall traz uma intimidade que se expressa não apenas na identidade de género dos amantes, mas também na identidade que possuem sobre o mundo que é o seu, a cidade que é a sua, ou a sua aldeia. O ser no corpo do mundo, a transformar e a transformar-se.
Esta tarde, retomei o coração do tempo com a mão deste russo que deu à vida essa tão funda experiência de se ser também a pele dos sítios que guardámos, das pessoas que nos são, dos amores que não nos deixam morrer, das partidas que nos fazem eternos no sítio que não abandonámos, apesar das ausências.
Esta entrada nos dias frios aquece essa doce herança do mundo,esse nunca se estar só quando o tempo e as suas marcas desabam sobre o suspiro que queremos para o instante que vem.
Esta tarde, retomei o coração do tempo com a mão deste russo que deu à vida essa tão funda experiência de se ser também a pele dos sítios que guardámos, das pessoas que nos são, dos amores que não nos deixam morrer, das partidas que nos fazem eternos no sítio que não abandonámos, apesar das ausências.
Esta entrada nos dias frios aquece essa doce herança do mundo,esse nunca se estar só quando o tempo e as suas marcas desabam sobre o suspiro que queremos para o instante que vem.



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