Dois livros no Outono.


PMM
De regresso ao Outono de Bruxelas. Aproveitei para chegar umas horas mais cedo, gastando a tarde de Domingo no retorno aos alfarrabistas, um dos meus sítios preferidos desta e doutras cidades. Dois achados: um livro pedagógico sobre a obra de Alexandre Dumas «Les frères Corses» e um interessante texto sobre a memória, de Lydia Flem: «Comment j’ai vidé la maison de mês parents».


Um Outono com livros é uma imagem que se me assemelha ao paraíso. Amanhã, recomeçam as reuniões de trabalho na Comissão Europeia. Amanhã, à custa da tarde hoje, o mundo estará maior do que já esteve. E isso é o mínimo que podemos exigir aos nossos passos, à magnífica oportunidade de andarmos vivos.

Esta tarde em Bruxelas, à procura de livros, de imagens, de palavras para escrever mais tarde, ou quando calhar. Mas procurando, procurando sempre, porque nunca se vive eternamente, porque, inevitavelmente, há-de chegar a hora em que pararão todas as procuras e, se tudo correr bem, há-de ser outro alguém a procurar-nos pelo mundo, onde hoje procuramos o que queremos que em nós exista, nesses espaços tão inexistentes, mas tão nossos, tão o nosso para sempre.

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