Uma flor para Pina Bausch

Pina Bausch parou ontem. Quando entendia que, na dança, «não importa como as pessoas se movem, mas o que as move» dava ao mundo uma interpretação extensiva a qualquer forma de expressão artística.
Ontem, acordei com essa paragem de uma das mais intensas vozes da arte do nosso tempo.
às vezes é um língua que nasce.
não uma linguagem. uma língua
onde a pouco e pouco se fossilizam as almas
e os corpos e os gestos e as cores e os aromas
até que a percamos de vista
e ao seu nascimento não voltemos
por ser fundo e ser longínquo
e ser já da mais limpa pertença do nunca mais
e do para sempre.


Comentários
pelo texto.
abraço. cordial.