A medida do tempo.

Contarão os dias para que seja relida a interminável vocação de ser-se humano?
A que distância estarão circunstância e lugar, se do desejo partiram todas as naus que desenharam a estranha rota da apologiada razão e objectiva interferência nossa no nosso mundo?
Onde atracará a mais bela síntese? Onde residirá o rasto mais último e mais breve? Onde estaremos, na altura exacta de perdermos o coração e sermos do passado o único corpo e da memória a sobrevivência alheia no sempre emprestado corpo que vamos encontrando nos outros, mesmo quando mantemos o coração na provisória forma que nos deram?
A quem pertence o coração, o do mundo, porque outro não há?


Comentários
http://blogmontelongo.blogspot.com
é sempre o mesmo, quando se trata de chegar aos grandes lugares.porém, o mais complicado ainda é que nos deixem aparecer primeiro, nem que seja numa sombra pequenina.
pareço confusa?
um dia conto a história com as letras todas