Monday, October 01, 2007

Poemas da cidade - 14


É um sufoco andar vivo
e ter no peito
jardins estranhos
de onde se espreitam
exóticas dores,
onde se espalham águas sofridas,
que dão de beber a flores impossíveis
de envenenados odores.

Poemas da cidade - 13


Salva-te da luz
e agarra em cada pedaço de escuridão
a trave que te segure o coração.

Poemas da cidade - 12


Por onde se espraia o outono
é do território da luz a velha lenda.
Tudo se abandona na composição de gestos,
caídos, desde sempre, da carícia e do reencontro.

Poemas da cidade - 11


A planicie assente no que a luz pode ter feito à emanência da flor.
Assim o amor na latência da pele.

25-09-07

poemas da cidade - 10


As amoras desciam da sua boca para acender na pele o mais ousado segredo do verão.
Ao longe, essas tardes.
Ao perto, a mancha doce e o seu rasto nas mãos que roubaram e só deixaram o coração.