A LOJA
Nos anos 70 do século passado, era esta a imagem que se tinha do Largo a partir da Loja Martins da Avenida. Em Setembro de 2019, completaram-se cem anos da sua fundação.
O texto que se segue é uma história que escrevi para o Natal de 2017 nela isnpirado. Retomo-a, hoje, por ser ano de centenário.
A LOJA
Dezembro de 1975, quinze meses antes da morte do meu avô. Está tudo com a normalidade mágica de sempre. A loja abriu às nove, está um frio típico de inverno. Estão precisamente 4 graus. Sei-o porque o avô acabou de o constatar num termómetro que tem guardado no arbusto do jardim em frente. Sempre me intrigou o facto de ninguém o roubar assim como o acordo que deve ter feito com os jardineiros da Câmara para que o objeto ali permanecesse. Não sei se alguém se lembrou de ir lá alguma vez após a sua morte. Mas isso agora não importa. Sabemos que a loja está aberta, que lá dentro o Joaquim se prepara para atender a dona Ema, uma cliente que o obriga a subir e a descer o escadote vezes sem c…
O texto que se segue é uma história que escrevi para o Natal de 2017 nela isnpirado. Retomo-a, hoje, por ser ano de centenário.
A LOJA
Dezembro de 1975, quinze meses antes da morte do meu avô. Está tudo com a normalidade mágica de sempre. A loja abriu às nove, está um frio típico de inverno. Estão precisamente 4 graus. Sei-o porque o avô acabou de o constatar num termómetro que tem guardado no arbusto do jardim em frente. Sempre me intrigou o facto de ninguém o roubar assim como o acordo que deve ter feito com os jardineiros da Câmara para que o objeto ali permanecesse. Não sei se alguém se lembrou de ir lá alguma vez após a sua morte. Mas isso agora não importa. Sabemos que a loja está aberta, que lá dentro o Joaquim se prepara para atender a dona Ema, uma cliente que o obriga a subir e a descer o escadote vezes sem c…



